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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Anos 1920

Resumo: Os anos 1920 foram um período de agitação política, novos grupos sociais passaram a reclamar participação política e grupos tradicionais tiveram seu poder relativizado. Na década de 1920, havia uma preocupação evidente de se discutir a identidade da nação brasileira e os projetos de desenvolvimento para o país. Políticos, militares, empresários, trabalhadores, médicos, educadores, religiosos, intelectuais e artistas participaram da discussão. Por meio da literatura, da poesia, das artes plásticas, da música, os artistas e intelectuais modernistas tentaram elaborar uma representação da cultura brasileira que fosse ao mesmo tempo moderna - que tratasse de temas universais - e genuína - de modo a incorporar seu passado e suas tradições. O ano de 1922 é muito importante para a formação do Brasil contemporâneo, pois foi o ano em que houve a Semana de Arte Moderna, de 13 a 17 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo; a fundação do PCB, em 25 de março; e o início do Movimento Tenentista, com o episódio dos 18 do Forte de Copacabana, em 5 de julho.

 
 

"Nós não nos conhecemos uns aos outros dentro de nosso próprio país"

Lima Barreto, escritor carioca

 
 

Movimento Modernista

O Movimento Modernista não ficou restrito à Semana de Arte Moderna, tampouco a São Paulo

 
 

Oswald de Andrade:

Manifesto pau-brasil, 1924;

Manifesto antropofágico, 1928.

absorção crítica das influências externas.

  • futurismo;
  • dadaísmo;
  • surrealismo.

Centenário da Independência (agenda oficial comemorativa):

  • Exposição Universal (Rio de Janeiro);
  • Semana de Arte Moderna (São Paulo)

 
 

Verde-amarelos

  • retorno ao passado
  • manifesto Nhengaçu verde-amarelo, de 1929
  • contra a influência estrangeira
  • Olavo Bilac, Liga de Defesa Nacional; poeta-soldado
  • idéias incorporadas pelo Estado-Novo
  • "Originalidade ou Morte"
  • autoritarismo imprescindível

     
     

  • Plínio Salgado;
  • Cassiano Ricardo;
  • Menotti del Picchia;
  • Cândido Mota Filho;
  • Alfredo Élis.

     
     

  • Plínio Salgado funda a AIB, Ação Integralista Brasileira, em 1932
  • Cassiano Ricardo e Cândido Mota Filho tornam-se ideólogos do Estado Novo, na década de 1940

pensamento conservador:

Alberto Torres, 1865-1917

  • nacionalista,
  • defendia o fortalecimento do Executivo;
  • país com vocação essencialmente agrária;
  • soluções brasileiras e originais para os problemas do país;
  • O Problema Nacional Brasileiro;
  • A Organização Nacional;
  • As Fontes da Vida no Brasil.

Oliveira Viana, 1883-1951

  • Populações Meridionais do Brasil;
  • O Idealismo na Evolução Política do Império e da República;
  • A Evolução do Povo Brasileiro;
  • Problemas de Política Objetiva;
  • Raça e Assimilação;
  • Formação Étnica do Brasil Colonial;
  • Instituições Políticas Brasileiras

 
 

Modernismo Carioca

Manuel Bandeira

Graça Aranha

Canaã (1902): pré-modernista

diplomata,

A Estética da Vida (1921)

cerimônia de abertura da Semana de Arte Moderna;

Sérgio Buarque

revista Estética, 1924

 
 

Semana de Arte Moderna

Teatro Municipal de São Paulo, 13 a 17 de fevereiro de 1922

Ronald de Carvalho, Menotti Del Picchia, Mário de Andrade, Oswald de Andrade

pintores:

Anita Malfati, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Oswaldo Goeldi, John Graz, Zina Aita, Inácio da Costa Ferreira, João Fernando de Almeida Prado, Antônio Paim Vieira e Alberto Martins Ribeiro.

escultores:

Vitor Brecheret, Wilhelm Haerberg, Hildergardo Leão Veloso.

arquitetos:

Antônio Garcia Moya, Georg Przyrembel.

músicos:

Villa-Lobos, Guiomar Novaes, Ernani Braga, Frutuoso Viana, Paulina D'Ambrosio, Lucília Villa-Lobos, Alfredo Corazza, Pedro Vieira, Antão Soares, Orlando Frederico.

intelectuais e escritores:

Guilherme de Almeida, Agenor Barbosa, Plínio Salgado, Cândido Mota Filho, Renato de Almeida, Sérgio Buarque de Holanda, Paulo Prado, Henri Mugnier, Rubens Borba de Morais, Luís Aranha.

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