Resumo: Os anos 1920 foram um período de agitação política, novos grupos sociais passaram a reclamar participação política e grupos tradicionais tiveram seu poder relativizado. Na década de 1920, havia uma preocupação evidente de se discutir a identidade da nação brasileira e os projetos de desenvolvimento para o país. Políticos, militares, empresários, trabalhadores, médicos, educadores, religiosos, intelectuais e artistas participaram da discussão. Por meio da literatura, da poesia, das artes plásticas, da música, os artistas e intelectuais modernistas tentaram elaborar uma representação da cultura brasileira que fosse ao mesmo tempo moderna - que tratasse de temas universais - e genuína - de modo a incorporar seu passado e suas tradições. O ano de 1922 é muito importante para a formação do Brasil contemporâneo, pois foi o ano em que houve a Semana de Arte Moderna, de 13 a 17 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo; a fundação do PCB, em 25 de março; e o início do Movimento Tenentista, com o episódio dos 18 do Forte de Copacabana, em 5 de julho.
"Nós não nos conhecemos uns aos outros dentro de nosso próprio país"
Lima Barreto, escritor carioca
Movimento Modernista
O Movimento Modernista não ficou restrito à Semana de Arte Moderna, tampouco a São Paulo
Oswald de Andrade:
Manifesto pau-brasil, 1924;
Manifesto antropofágico, 1928.
absorção crítica das influências externas.
- futurismo;
- dadaísmo;
- surrealismo.
Centenário da Independência (agenda oficial comemorativa):
- Exposição Universal (Rio de Janeiro);
- Semana de Arte Moderna (São Paulo)
Verde-amarelos
- retorno ao passado
- manifesto Nhengaçu verde-amarelo, de 1929
- contra a influência estrangeira
- Olavo Bilac, Liga de Defesa Nacional; poeta-soldado
- idéias incorporadas pelo Estado-Novo
- "Originalidade ou Morte"
- autoritarismo imprescindível
- Plínio Salgado;
- Cassiano Ricardo;
- Menotti del Picchia;
- Cândido Mota Filho;
- Alfredo Élis.
- Plínio Salgado funda a AIB, Ação Integralista Brasileira, em 1932
- Cassiano Ricardo e Cândido Mota Filho tornam-se ideólogos do Estado Novo, na década de 1940
pensamento conservador:
Alberto Torres, 1865-1917
- nacionalista,
- defendia o fortalecimento do Executivo;
- país com vocação essencialmente agrária;
- soluções brasileiras e originais para os problemas do país;
- O Problema Nacional Brasileiro;
- A Organização Nacional;
- As Fontes da Vida no Brasil.
Oliveira Viana, 1883-1951
- Populações Meridionais do Brasil;
- O Idealismo na Evolução Política do Império e da República;
- A Evolução do Povo Brasileiro;
- Problemas de Política Objetiva;
- Raça e Assimilação;
- Formação Étnica do Brasil Colonial;
- Instituições Políticas Brasileiras
Modernismo Carioca
Manuel Bandeira
Graça Aranha
Canaã (1902): pré-modernista
diplomata,
A Estética da Vida (1921)
cerimônia de abertura da Semana de Arte Moderna;
Sérgio Buarque
revista Estética, 1924
Semana de Arte Moderna
Teatro Municipal de São Paulo, 13 a 17 de fevereiro de 1922
Ronald de Carvalho, Menotti Del Picchia, Mário de Andrade, Oswald de Andrade
pintores:
Anita Malfati, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Oswaldo Goeldi, John Graz, Zina Aita, Inácio da Costa Ferreira, João Fernando de Almeida Prado, Antônio Paim Vieira e Alberto Martins Ribeiro.
escultores:
Vitor Brecheret, Wilhelm Haerberg, Hildergardo Leão Veloso.
arquitetos:
Antônio Garcia Moya, Georg Przyrembel.
músicos:
Villa-Lobos, Guiomar Novaes, Ernani Braga, Frutuoso Viana, Paulina D'Ambrosio, Lucília Villa-Lobos, Alfredo Corazza, Pedro Vieira, Antão Soares, Orlando Frederico.
intelectuais e escritores:
Guilherme de Almeida, Agenor Barbosa, Plínio Salgado, Cândido Mota Filho, Renato de Almeida, Sérgio Buarque de Holanda, Paulo Prado, Henri Mugnier, Rubens Borba de Morais, Luís Aranha.
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