Principal interesse da política externa de d. Pedro: Reconhecimento da Independência
Reconhecimento do Império
MEDIAÇÃO BRITÂNICA
(Caldeira Brant é o representante brasileiro em Londres)
George Canning é o secretário do Foreign Office.
- Brasileiros diziam reivindicar apenas a manutenção do status anterior
de Reino Unido, alcançado em 1815;
- D. Pedro é aclamado Imperador, em 12 de outubro de 1822, negando
a alegação dos representantes brasileiros;
- A partir desse ato, haveria que se reconhecer a independência total do Brasil;
- Isso implica uma necessidade maior da mediação britânica;
- Ao mesmo tempo, supunha-se necessário a manutenção da estabilidade
interna para que o reconhecimento tivesse legitimidade; isso explica a
violência da repressão à Confederação do Equador, em 1824, que era republicana e federalista;
- A intransigência de Portugal (das Cortes, sobretudo) tornava difícil o reconhecimento da independência por parte das demais nações;
- Pelo princípio da legitimidade dinástica, entre os reinos pertencentes à Santa Aliança, não haveria reconhecimento sem o aval da Coroa portuguesa;
- Canning favorece o reconhecimento dos novos países latino-americanos para obter vantagens políticas e comerciais para o Reino Unido;
- Canning antecipa-se à Coroa espanhola e reconhece antes dela a independência do México, Colômbia e Buenos Aires; com isso, obriga Portugal a reconhecer o Brasil;
- Em virtude dos velhos tratados - Tratado de Whitehall, 1661 - a Grã-Bretanha estava obrigada a defender Portugal contra o ataque de qualquer potência estrangeira;
- Se Portugal desejava que a Grã-Bretanha continuasse a tratar o Brasil como uma colônia, não poderia, ao mesmo tempo, invocar uma cláusula referente a defesa contra países: seria o reconhecimento automático da independência;
- O Tratado de Navegação e Comércio, de 1810, previa uma revisão, em 1825, em que poderia ser revogado
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